The world today is facing another change in the balance of world relations. Whenever this happened in the past, the world has suffered periods of great crisis and conflict.
Currently Humanity already has mechanisms to prevent such disasters. However, more than ever, competition for resources (scarce) and for world domination was so intense.
The current crisis in the West, is the result of its own internal problems, but also the result of changing the geo-strategic balance.
The evidence that the West is losing the weight that held until very recently, are all too evident:
- the economic growth rates are now in null or negative values;
- the growth of emerging economies (particularly BRIC) outshines any growth of the Western powers;
- western countries have gone from the largest exporters in the world, to a state of complete dependence on imports from the rest of the world;
Of course this is a result of the elimination of trade barriers coming elapsing since the 90s. The integration of the various areas of the world in international trade and improvement of means of communication and transportation, enabled the emerging countries, especially those in Asia, could place their products on the international market at unbeatable prices.
Emerging countries have factors that force companies to leave the West and relocate to these regions: high productivity, very low wages, obedient labor work and without rights or claims. The growing wealth of China and the oil producing countries allowed them to finance the developed countries, thus taking a commanding position in the global economic order.
Thanks to this growing wealth and the illusions created by the financial agencies, the world experienced a false sense of prosperity, the current crisis has proved to be a mere illusion.
Europe is struggling against a severe sovereign debt crisis, with the existence of the euro questioned. But in the U.S. the problem is not minor, with the state unable to control the debt. This has forced the country to review its foreign policy, especially with regard to military presences in Iraq and Afghanistan.
As for Brazil, this is finally able to take the role in the world of its size and its resources have long demanded: it is currently the fifth world power. However it should be noted that Brazil has benefited from rising prices of raw materials and agricultural products. When they start to fall, industry and services do not yet have the capacity to continue with this growth.
Russia remains a facade of democracy, truly ruled by Putin and by his elite. The economy has been largely benefited from the rising price of oil and natural gas.
It is clear that Russia tries desperately to recover the prestige of the Soviet era. However, it lacks human, material and natural resources enough to do so.
However, since Russia does not feel that his pride is being attacked (as happened in 2008 with Georgia), the most likely scenario is that its not constitutes a focus of concern in the world-system.
The focus of most concern is even further orient: China. For the first time in its history, China is fully integrated into international trade. In fact, the weight of 1.3 millions of inhabitants in the world economy, is truly enormous. The balance of power is now leanned to the side in favor of China.
Western countries are losing power, income and welfare to all this.
This scenario could easily implode in a conflict - economic, political or even military -.
However, the way China's self-government, is creating inconsistencies that may have harmful consequences soon. China remains a communist regime, which has tried to eliminate any manifestation, but became a capitalist economy. Therefore, China will face a recession sooner or later, which will make the people suffer more than the capitalists, contrary to the most elementary principle of the communist system. China and most Asian countries are benefiting greatly from globalization and trade liberalization: the populations are increasing their well-being.
However, this carries a heavy cost for Western countries because resources are finite and scarce.
Despite being a more equitable distribution, the truth is that whom it hurts, never reacts well to the situation.
The Western world has already protested against the opening of world markets to Chinese products. Of course, if it goes ahead, the reaction of China may not be very peacefully.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
A emergência do Sudeste Asiático
Como já referi em algumas mensagens anteriores, a nas últimas décadas a Ásia tem se tornado novamente um dos centros de decisão e produção mais importantes do Sistema-Mundo. Por este mesmo motivo, farei aqui uma pequena análise sobre o processo de tem devolvido à região da Ásia-Pacífico o prestígio e a hegemonia de outros tempos.
Apesar da heterogeneidade étnica, cultural, linguística, religiosa e política da Ásia, e de todos os conflitos a isso associados, a Ásia é desde inícios da década de 90 do século XX, o pólo de maior crescimento económico do mundo. Os principais contribuidores foram as regiões da Ásia Oriental e do Sul, nomeadamente a China e a Índia.
A Ásia é um continente grande em diversos aspectos, e com enormes diferenças a nível económico e social: coexistem no mesmo continente países com o Japão (no topo do grupo de países mais desenvolvidos do mundo), a China (entre os países emergentes com maior crescimento económico) e outros que possuem a maioria da população ainda abaixo do limiar da pobreza.
A nível demográfico, a Ásia apresenta um enorme potencial pois apresenta em média uma elevada taxa de crescimento da população, o que significa uma contínua entrada de muita população activa no mercado de trabalho, e um aumento da poupança.
A generalidade destes países adoptou uma estratégia de industrialização para promoção de exportações, com recurso ao IDE e às receitas das exportações. Em alguns países, o mercado interno já está muito maduro, o que tem atraído cada vez mais empresas estrangeiras. O interesse que todo o mundo parece ter pela Ásia deve-se ao seu rápido e elevado crescimento económico: quem detiver o domínio sobre a Ásia, deterá o poder sobre a economia global. A crescente globalização tem levado a uma maior interdependência económica entre os países do Sudeste Asiático, reflectida no aumento de fluxos comerciais entre eles (de bens, serviços, capital e conhecimento).
Esta maior internacionalização do investimento e da produção, constitui um novo desafio para a Ásia pois, o futuro deixará de passar pela afirmação de cada país individualmente, e passará pela afirmação da região como um todo. A liberalização do mercado e a abertura ao comércio internacional têm levado à criação de economias de escala, e requerem que os governos dos vários países de uma região unam esforços para uma melhor aplicação dos recursos, um aumento da produtividade e a uma aceleração tecnológica nos países em desenvolvimento.
Esta maior interacção será um factor que permitirá que os países mais desenvolvidos da região, possam "puxar" pelo desenvolvimento dos países mais subdesenvolvidos.
Tudo isto, são factores que têm justificado a criação de movimentos regionais de integração económica, a que a Ásia não é excepção.
Apesar da heterogeneidade étnica, cultural, linguística, religiosa e política da Ásia, e de todos os conflitos a isso associados, a Ásia é desde inícios da década de 90 do século XX, o pólo de maior crescimento económico do mundo. Os principais contribuidores foram as regiões da Ásia Oriental e do Sul, nomeadamente a China e a Índia.
A Ásia é um continente grande em diversos aspectos, e com enormes diferenças a nível económico e social: coexistem no mesmo continente países com o Japão (no topo do grupo de países mais desenvolvidos do mundo), a China (entre os países emergentes com maior crescimento económico) e outros que possuem a maioria da população ainda abaixo do limiar da pobreza.
A nível demográfico, a Ásia apresenta um enorme potencial pois apresenta em média uma elevada taxa de crescimento da população, o que significa uma contínua entrada de muita população activa no mercado de trabalho, e um aumento da poupança.
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| O comboio asiático está a andar a toda a velocidade. |
Esta maior internacionalização do investimento e da produção, constitui um novo desafio para a Ásia pois, o futuro deixará de passar pela afirmação de cada país individualmente, e passará pela afirmação da região como um todo. A liberalização do mercado e a abertura ao comércio internacional têm levado à criação de economias de escala, e requerem que os governos dos vários países de uma região unam esforços para uma melhor aplicação dos recursos, um aumento da produtividade e a uma aceleração tecnológica nos países em desenvolvimento.
Esta maior interacção será um factor que permitirá que os países mais desenvolvidos da região, possam "puxar" pelo desenvolvimento dos países mais subdesenvolvidos.
Tudo isto, são factores que têm justificado a criação de movimentos regionais de integração económica, a que a Ásia não é excepção.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
The endemic disease: the portuguese economic problems
Let's now talk about the third country of PIIGS to request financial help.
Unlike its "partners" in the PIIGS, the portuguese economic boom associated to the accession to the euro area fade quickly. In fact, in that time Portugal reached one of the highest GDP annual growth.
This was the result of a demand boom caused by a big decrease in interest rates and consequent expansionary fiscal policy.
But this wasn't followed by an increase in the supply. Because of that, the loss on international competitiveness quickly led Portugal to a sharp in economic growth.
Despite Portugal is beeing able to control its budget deficit and public debt better than Greece, the truth is that Portugal has troubling issues that make it bery vulnerable to any problem in the economic environment, such as:
- poor long-term growth prospects;
- drastic loss of competitiveness;
- high public and private indebtedness;
The private saving decreased but in other hand, the investment and gross fixed capital formation increased a lot.
The convergence for the German economy has increased considerably.
However, this situation was accompanied by a duplication in the household and non-financial sector debt.
Also the current account deficit increase from near-zero in 1995 to 9.0 percent in 2000.
All this scenario occured in a short period of time, between the early 90s and the beginning on the XXI century.
And what was the government reaction?
Despite the increase in the tax revenues, the fiscal policy was pro-cyclical. Adding to the expansionary conditions, the primary balance deteriorated.
With the euro adoption, the consequences were dramatic. Te household spending was in high levels of debt and the prospects were to deterioration of the situation, the investment and consumption boom came to an end, together with the decrease in the house investment as a percentage of GDP.
The problems remained during all the first decade of the 20th century: excessive concentration in the low-tech industries, weak business climate and inflexible labour market.
All these facts led to a deterioration of competitiveness, causing the end of the Euro boom.
In this period, the wages per capita rose twice as fast as the Euro average.
The consequence of this excessive wage growth was the appreciation of the real effective exchange (REER), when in Spain and Ireland, for example, remained almost unchanged.
This big increase in REER had a good consequence - the favoring of domestic demand over exports - but also bad consequences - the build-up of macroeconomic balance and consequently the deterioration of the current account deficit and the decrease of the FDI inflows.
After the mid-90s, the FDI inflows fell below the Euro area's average average, because the century became less attractive for investment. In the same period the productivity suffered a sharply fall, being below the EU average in all the economic sectors.
The low productivity is partly explained by the low human capital formation and limited use of information technology (Portugal has one of the lowest labor force participation in tertiary education and spending on R&D as a percentage of GDP).
And of couse, its governance and business climate indicators are today among the lowest in the euro area.
Also the government missed the opportunity to build a budgetary surplus, wich would have balanced the budgetary surplus, wich would have balanced the budget, moderated the domestic demand boom and the excessive concentration in non-tradable activities. Alongside this, should have been imposed a tax structure weighted toward discouraging consumption and investments in non-tradables.
Facing the currently debt crisis, the government plan to reduce the dificit from 9.4 percent of GDP in 2010 to below 3 percent of GDP in 2013 is based on:
- privatizations;
- raising taxes on high earners and capital gains;
- cutting civil servant wages;
- public investment spending;
But, the growth assumptions associated to the deficit reduction projections are overly optimistic, because the strong growth expecations are based on observed historically data but don't have into account the fiscal policy's potential deflationary effects.
Also the intention of raise taxes may fall far short of expectations because Portugal has one of the highest leakage of skilled labor in Europe.
This is a reasonable short-term solution because can help to dampen wage growth and reorient the economy toward exports but hardly can resolve the country's low productivity and slow growth.
- short-term: boosting competitiveness (especially through increased flexibility in labor markets) and increased competition in relatively sheltered backbone services.
- long-term: improving Portugal's human capital base (in order to improve the productivity and attract the foreign investors).
Unlike its "partners" in the PIIGS, the portuguese economic boom associated to the accession to the euro area fade quickly. In fact, in that time Portugal reached one of the highest GDP annual growth.
This was the result of a demand boom caused by a big decrease in interest rates and consequent expansionary fiscal policy.
But this wasn't followed by an increase in the supply. Because of that, the loss on international competitiveness quickly led Portugal to a sharp in economic growth.
Despite Portugal is beeing able to control its budget deficit and public debt better than Greece, the truth is that Portugal has troubling issues that make it bery vulnerable to any problem in the economic environment, such as:
- poor long-term growth prospects;
- drastic loss of competitiveness;
- high public and private indebtedness;
- Pre and euro adoption: from big increase to big decrease
The private saving decreased but in other hand, the investment and gross fixed capital formation increased a lot.
The convergence for the German economy has increased considerably.
However, this situation was accompanied by a duplication in the household and non-financial sector debt.
Also the current account deficit increase from near-zero in 1995 to 9.0 percent in 2000.
All this scenario occured in a short period of time, between the early 90s and the beginning on the XXI century.
And what was the government reaction?
Despite the increase in the tax revenues, the fiscal policy was pro-cyclical. Adding to the expansionary conditions, the primary balance deteriorated.
With the euro adoption, the consequences were dramatic. Te household spending was in high levels of debt and the prospects were to deterioration of the situation, the investment and consumption boom came to an end, together with the decrease in the house investment as a percentage of GDP.
- The causes of the stagnation:
The problems remained during all the first decade of the 20th century: excessive concentration in the low-tech industries, weak business climate and inflexible labour market.
All these facts led to a deterioration of competitiveness, causing the end of the Euro boom.
In this period, the wages per capita rose twice as fast as the Euro average.
The consequence of this excessive wage growth was the appreciation of the real effective exchange (REER), when in Spain and Ireland, for example, remained almost unchanged.
This big increase in REER had a good consequence - the favoring of domestic demand over exports - but also bad consequences - the build-up of macroeconomic balance and consequently the deterioration of the current account deficit and the decrease of the FDI inflows.
After the mid-90s, the FDI inflows fell below the Euro area's average average, because the century became less attractive for investment. In the same period the productivity suffered a sharply fall, being below the EU average in all the economic sectors.
The low productivity is partly explained by the low human capital formation and limited use of information technology (Portugal has one of the lowest labor force participation in tertiary education and spending on R&D as a percentage of GDP).
And of couse, its governance and business climate indicators are today among the lowest in the euro area.
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| Today the endibtness is one of the biggest barriers to good performance of the Portuguese economy |
- Policy: what could have been done?
Also the government missed the opportunity to build a budgetary surplus, wich would have balanced the budgetary surplus, wich would have balanced the budget, moderated the domestic demand boom and the excessive concentration in non-tradable activities. Alongside this, should have been imposed a tax structure weighted toward discouraging consumption and investments in non-tradables.
Facing the currently debt crisis, the government plan to reduce the dificit from 9.4 percent of GDP in 2010 to below 3 percent of GDP in 2013 is based on:
- privatizations;
- raising taxes on high earners and capital gains;
- cutting civil servant wages;
- public investment spending;
But, the growth assumptions associated to the deficit reduction projections are overly optimistic, because the strong growth expecations are based on observed historically data but don't have into account the fiscal policy's potential deflationary effects.
Also the intention of raise taxes may fall far short of expectations because Portugal has one of the highest leakage of skilled labor in Europe.
This is a reasonable short-term solution because can help to dampen wage growth and reorient the economy toward exports but hardly can resolve the country's low productivity and slow growth.
- Solutions for the future:
- short-term: boosting competitiveness (especially through increased flexibility in labor markets) and increased competition in relatively sheltered backbone services.
- long-term: improving Portugal's human capital base (in order to improve the productivity and attract the foreign investors).
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Eu penso... E AGORA?: 1st anniversary
E eis que chegamos ao primeiro aniversário deste blogue. Foi precisamente a 7 de Janeiro de 2012 que eu criei um blogue que "...não tem uma temática específica. Apenas serve para eu apresentar ao mundo, muitas vezes em jeito de desabafo, alguns dos muitos pensamentos que um cidadão deste mundo vai tendo..."
E de facto assim foi. É verdade que nos primeiros meses de existência foram mais variados os temas abordados do que posteriormente.
Os dois grandes temas que dominaram este blogue foram, a Eurovisão e a Economia (mais especificamente a crise económica).
Estas são as mensagens mais vistas desde a criação deste blogue:
E precisamente quando o blogue atingiu o seu 1º aniversário, o número total de visualizações atingiu as 19000, concentradas maioritariamente nestes países:
Os temas mais procurados neste blogue, justificam a maioria dos países presentes neste TOP10 das nacionalidades que mais visitaram o meu blogue.
Quanto às palavras-chave mais inseridas nos motores de pesquisa e que deram acesso ao meu blogue, confirmam a predominância nos dois grandes temas deste blogue:
Muito mais se poderia ter falado neste blogue nestes 12 meses de existência mas, como já referi várias vezes em algumas mensagens, conciliar uma função sem remuneração financeira (mas muito gratificante acreditem) com a frequência de um Mestrado e agora a preparação para emigrar não são tarefas fáceis para uma pessoa só. A dificuldade em conciliar tantas coisas irá fazer com que eu deixe de postar tantas mensagens em português e depois as respectivas traduções me inglês, para postar apenas em inglês.
Resta-me agradecer a todos os que têm visitado o meu blogue e, como diz o velho ditado: "Ano Novo, Vida Nova", tenho apenas a dizer que espero inovar neste blogue, trazendo outros temas sempre que possível. E nunca parar de repetir para mim mesmo o parágrafo que escrevi no final da mensagem de abertura.
E antes de me despedir, escrevo uma máxima que tenho procurado nunca esquecer: "O conhecimento é o nosso maior tesouro: é algo nada nem ninguém nunca nos poderá tirar."
E de facto assim foi. É verdade que nos primeiros meses de existência foram mais variados os temas abordados do que posteriormente.
Os dois grandes temas que dominaram este blogue foram, a Eurovisão e a Economia (mais especificamente a crise económica).
Estas são as mensagens mais vistas desde a criação deste blogue:
29/03/2012
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21/04/2012
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11/03/2012
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12/03/2012
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20/05/2012
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08/01/2012
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03/05/2012
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E precisamente quando o blogue atingiu o seu 1º aniversário, o número total de visualizações atingiu as 19000, concentradas maioritariamente nestes países:
Estados Unidos
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Portugal
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Brasil
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Alemanha
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Rússia
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Reino Unido
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Grécia
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Itália
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Espanha
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Azerbaijão
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Os temas mais procurados neste blogue, justificam a maioria dos países presentes neste TOP10 das nacionalidades que mais visitaram o meu blogue.
Quanto às palavras-chave mais inseridas nos motores de pesquisa e que deram acesso ao meu blogue, confirmam a predominância nos dois grandes temas deste blogue:
loreen euphoria cover
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Loreen euphoria
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euphoria loreen cover
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russia eurovision 2012
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tooji
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loreen euphoria album cover
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buranovskiye babushki
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eurovision 2012 austria
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can bonomo
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danny montell
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Muito mais se poderia ter falado neste blogue nestes 12 meses de existência mas, como já referi várias vezes em algumas mensagens, conciliar uma função sem remuneração financeira (mas muito gratificante acreditem) com a frequência de um Mestrado e agora a preparação para emigrar não são tarefas fáceis para uma pessoa só. A dificuldade em conciliar tantas coisas irá fazer com que eu deixe de postar tantas mensagens em português e depois as respectivas traduções me inglês, para postar apenas em inglês.
Resta-me agradecer a todos os que têm visitado o meu blogue e, como diz o velho ditado: "Ano Novo, Vida Nova", tenho apenas a dizer que espero inovar neste blogue, trazendo outros temas sempre que possível. E nunca parar de repetir para mim mesmo o parágrafo que escrevi no final da mensagem de abertura.
E antes de me despedir, escrevo uma máxima que tenho procurado nunca esquecer: "O conhecimento é o nosso maior tesouro: é algo nada nem ninguém nunca nos poderá tirar."
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Eurovisão: em preparação para Malmö 2013 (I)
ESTA É A MINHA PRIMEIRA MENSAGEM DE 2013 NESTE BLOGUE, E COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, O ASSUNTO ABORDADO É O ASSUNTO QUE MAIS VISIBILIDADE DEU A ESTE BLOGUE: A EUROVISÃO.
APROVEITO PARA DESEJAR A TODOS OS VISITANTES, UM ANO DE 2013 CHEIO DE FELICIDADES E SUCESSOS, E QUE POSSAM REALIZAR TODOS OS VOSSOS DESEJOS.
E começa aqui a minha maratona de análise sobre a Eurovisão 2013, que será sediada em Malmö, na Suécia após da vitória de Loreen na edição de 2012.
APROVEITO PARA DESEJAR A TODOS OS VISITANTES, UM ANO DE 2013 CHEIO DE FELICIDADES E SUCESSOS, E QUE POSSAM REALIZAR TODOS OS VOSSOS DESEJOS.
E começa aqui a minha maratona de análise sobre a Eurovisão 2013, que será sediada em Malmö, na Suécia após da vitória de Loreen na edição de 2012.
Ainda faltam 5 meses para o evento começar, mas a próxima edição já está a dar muito que falar.
Desistências: de Portugal à Turquia
Os anúncios dos países que não estariam presentes na edição de 2013, começaram logo em Setembro, com os países que já se retiraram da Eurovisão, a anunciar que não iriam regressar: falo claro está de Andorra, da República Checa (ambas desistiram depois da edição de 2009), do Luxemburgo (que desistiu depois da edição de 1993), do Mónaco (que desde 2006 nunca mais participou), de Marrocos (que apenas participou em 1980) e da Polónia (que se retirou após a edição de 2011).
A 22 de Novembro foi a vez de Portugal anunciar a sua não participação em Malmö, alegando motivos financeiros. Esta desistência tem provocado alguma polémica, sobretudo acusações de não serem revelados os verdadeiros motivos, aliados às críticas de má organização da participação portuguesa na Eurovisão.
No dia 4 de Dezembro, seria a vez da Eslováquia anunciar a sua desistência alegando pretender investir mais em eventos nacionais. O facto de a Eslováquia nunca ter sido particularmente bem sucedida na Eurovisão - nos anos 90 o melhor resultado foi um 18º lugar, e quando regressou em 2009 nunca conseguiu apurar-se para a final (sendo o melhor resultado um 13º lugar em 2011 e alcançando este ano pela primeira vez o último lugar) e sendo Portugal um país com pouco sucesso nos últimos anos, acabaram por não causar tanto espanto nem tanto rebuliço, sobretudo comparadas com as notícias mais recentes.
No dia 14 de Dezembro, outro país anuncia a sua desistência. E agora estou a falar, nada mais nada menos do que... da Turquia. Um dos países mais bem-sucedidos na Eurovisão (apenas em 2011 não se apurou para a final, e já terminou 6 vezes no TOP5, incluindo uma vitória em 2003), justificou a sua desistência com a não concordância com o sistema de voto - em particular com as alterações que serão feitas na edição de 2013 - e com a existência dos BIG5 com acesso directo à final (critério que já existe desde 1999).
Também a 14 de Dezembro, foi a vez de outro país muito bem sucedido na Eurovisão anunciar a sua desistência: a Bósnia-Herzegovina. Apesar de nunca ter ganho o certame, é dos poucos países que conseguiu sempre apuramento para a final, conseguindo um 3º lugar em 2006. A Bósnia justificou a desistência por motivos financeiros.
No entanto, na mesma noite em que a notícia da desistência da Bósnia chegou à EBU foram anunciadas três propostas para o país participar na edição de 2013 sem a emissora da Bósnia suportar qualquer despesa: a emissora bósnia RTRS prontificou-se a suportar todos os custos da deslocação do país a Malmö, desde que seja representado pelo grupo Alexandria, a Face TV também se prontificou a organizar e custear um festival para escolher o representante bósnio, e por fim a banda Zoester prontificou-se a financiar todas as despesas de deslocação e a encontrar patrocinadores.
Já em relação à Grécia, que desde 2008 é constantemente alvo de rumores de desistência, anunciou dia 11 de Dezembro que vai participar na Eurovisão 2013, graças ao financiamento de patrocinadores e da editora discográfica que escolherá o artista que representará o país.
As desistências da Turquia e da Bósnia-Herzegovina, estão a agitar a opinião pública não só nos seus países, como um pouco por toda a Europa. Alguma vozes começam a argumentar que isto poderá ser o fim da Eurovisão nos moldes actuais, e algumas vozes mais extremistas pre-anunciam o fim da Eurovisão.
Certamente que a desistência de tantos países, sobretudo 4 este ano, continuará a dar muito que falar.
Novas regras para a edição de 2013?
Mal a edição de 2012 da Eurovisão tinha acabado, quando começaram a surgir notícias sobre possíveis alterações nas regras não só do próprio festival como da selecção de cada país.
Ainda em Maio, os países da Escandinávia (Suécia e Noruega), juntamente com a Finlândia e a Dinamarca apresentaram uma proposta de proibir países que não sejam democracias e onde não se respeite os Direitos Humanos de participar no Festival. A proposta teve logo apoio da Alemanha, Áustria e Reino Unido.
Esta regra inibiria alguns países de Leste (Ucrânia, Bielorrúsia e Rússia) e da Eurásia (Azerbaijão e Turquia) de participarem no festival - com excepção da Bielorrúsia, todos eles estão entre os países mais bem sucedidos nos últimos anos na Eurovisão - .
Pouco tempo depois, voltavam os rumores de nova alteração no sistema de votos (depois de 2009), com a alteração no peso do televoto e do júri: dos actuais 50-50, passaria para 70% para o júri e 30% para o voto do público.
Novo formato do festival
Malmö foi a cidade escolhida para acolher o festival em 2013, contra as propostas de Estocolmo e de Gotenburgo. O festival Eurovisão 2013 terá lugar no Malmö Arena, com capacidade para 15500 pessoas, sendo um dos locais mais pequenos a acolher o festival nos últimos anos. Mas, como a comissão organizadora do evento na Suécia disse: o objectivo será fazer com a que a Eurovisão volte a ser acima de tudo um evento televisivo e não tanto um evento ao vivo.
Mas as mudanças parece que não vão ficar por aqui. Tendo (como sempre) a crise actual como justificação, foi já anunciado uma redução no total de dias para os ensaios na Malmö Arena.
2012 acaba com 6 escolhas completas
Este ano o processo de escolha das representações nacionais segue a bom ritmo, com 6 países a terem a sua escolha completa: intérprete e canção, havendo também mais 6 países que escolheram o intérprete.
Brevemente, começarei os meus comentários às escolhas já feitas.
Mas as mudanças parece que não vão ficar por aqui. Tendo (como sempre) a crise actual como justificação, foi já anunciado uma redução no total de dias para os ensaios na Malmö Arena.
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| Já começou a selecção dos candidatos a sucessores de Loreen como vencedores da Eurovisão |
Este ano o processo de escolha das representações nacionais segue a bom ritmo, com 6 países a terem a sua escolha completa: intérprete e canção, havendo também mais 6 países que escolheram o intérprete.
Brevemente, começarei os meus comentários às escolhas já feitas.
domingo, 4 de novembro de 2012
The regional crisis of the emergent economies
In the last decade of the 20th century, the world looked stupefied to the sequence of financial and the economic crisis that devastated the emergent economies of Asia and South-Latin America.
There were some people that profited with these crises, but in general the effects were devastating: the population was in poverty and unempolyment.
If we analyze carefully the years before the beginning of the crisis, we can see that emergent countries that suffered because of it, adopted and implemented worng policies: the financial liberalization open their markets to investitors and speculators without any rules and a lot of dysregulation.
The infinite economic growth illusion contributed to the increase of the speculative bubble.
And the results emerged in the 90s: high deficits and public debt, and a virtual appreciation of their currencies.
When the burst, who was indebted by the acquisition of the overvalued assets started to loose money.
After the bankruptcy of private agents and banks, the foreign investitors started to avoid these countries, aggravating the economic crisis.
The first case if this scenario, was in 1994 in Mexico, in the called "Tequila Crisis". The reasons more pointed are the high increase in the USA's interest rate, wich trailed the mexican interest rate, and of course, the terrible political events: assassination of main presidential candidate, and armed conflict with the rebellion of the Zapatista National Liberation Army.
The foreign investitors withdrawn the money they invested and so, the Government left to control the peso exchange and the currency devaluated a lot. The Government applied for the financial aid of IMF and USA.
The next affected were in the other side of the world: in 1997 started the crisis of the Asiatic Tigers (already analyzed this blog), marked by an high exit of foreign capitals.
The asiatic firms were highly indebted with american dollars. The national currency devaluations, led them to a very critical situation.
The first country affected was Thailand, followed by Malaysia, Indonesia and South Korea:only Malaysia didin't applied for the IMF inetrvention and adjustment plan.
As in nowadays, many economists think that the IMF intervention only worsened the situation.
The asiatic crisis affected Russia in 1998 and Brazil in 1999, because of the big decrease in the raw-materials price.
In the case of Russia, the government stayed withouth the capacity to get new loans and without money to pay the public debt. So, the government was obliged to devaluate the ruble and to declarate a moratorium to pay the debt to the foreign investitors.
In the case of Brazil, the main problem was the inflation wich led to the devaluation of the real.
But the crisis didn' stop here. Despite of have recession since 1998, the social colvulsion in Argentina that follwed it, led to a run to the argentine banks by the people, to change their deposits to american dollars and to transfere them to outside the country.
As consequence, the Government froze the bank accounts only allowing the removal of small amounts of money.
The consequences were awful: the revolt was enormous and the state of emergency was declared.
The state couldn't pay their debts and entered into default.
Has the world learned anything from these crises?
At least one aspect not memorized: living beyond our possibilities has a huge price to pay.
There were some people that profited with these crises, but in general the effects were devastating: the population was in poverty and unempolyment.
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| Argentine crisis |
The infinite economic growth illusion contributed to the increase of the speculative bubble.
And the results emerged in the 90s: high deficits and public debt, and a virtual appreciation of their currencies.
When the burst, who was indebted by the acquisition of the overvalued assets started to loose money.
After the bankruptcy of private agents and banks, the foreign investitors started to avoid these countries, aggravating the economic crisis.
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| Mexican crisis |
The foreign investitors withdrawn the money they invested and so, the Government left to control the peso exchange and the currency devaluated a lot. The Government applied for the financial aid of IMF and USA.
The next affected were in the other side of the world: in 1997 started the crisis of the Asiatic Tigers (already analyzed this blog), marked by an high exit of foreign capitals.
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| Asiatic crisis |
The first country affected was Thailand, followed by Malaysia, Indonesia and South Korea:only Malaysia didin't applied for the IMF inetrvention and adjustment plan.
As in nowadays, many economists think that the IMF intervention only worsened the situation.
The asiatic crisis affected Russia in 1998 and Brazil in 1999, because of the big decrease in the raw-materials price.
In the case of Russia, the government stayed withouth the capacity to get new loans and without money to pay the public debt. So, the government was obliged to devaluate the ruble and to declarate a moratorium to pay the debt to the foreign investitors.
In the case of Brazil, the main problem was the inflation wich led to the devaluation of the real.
But the crisis didn' stop here. Despite of have recession since 1998, the social colvulsion in Argentina that follwed it, led to a run to the argentine banks by the people, to change their deposits to american dollars and to transfere them to outside the country.
As consequence, the Government froze the bank accounts only allowing the removal of small amounts of money.
The consequences were awful: the revolt was enormous and the state of emergency was declared.
The state couldn't pay their debts and entered into default.
Has the world learned anything from these crises?
At least one aspect not memorized: living beyond our possibilities has a huge price to pay.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
TIMOR-LESTE: desafios de uma economia nascente
Depois de falar tanto na Ásia, sobretudo na China, é chegada a altura de falar da nossa maior ex-colónia (em termos de extensão territorial) da Ásia: Timor-Leste. Uma das nações mais jovens do mundo, mas que tem muito que se lhe diga.
Percurso histórico:
De acordo com a Constituição Timorense, o país tornou-se independente em 28 de Novembro de 1975, porque para o povo timorense, a retirada da ocupação indonésia foi apenas a restauração da independência.
A Indonésia invadiu Timor-Leste com o objectivo de unificar o arquipélago (visto que a parte oriental da ilha ser quase toda da Indonésia desde a perda de independência portuguesa em 1580, quando a Holanda que detinha a colónia da Indonésia invadiu esta colónia portuguesa).
Ora, o arquipélago indonésio foi dos mais afectados pela crise asiática de 1997/98 (neste blogue já existem mensagens sobre a crise asiática de 97/98), que começou por ser uma crise apenas financeira, passando também a ser económica e social, acabando numa crise política.
Isso conduziu à queda do governo em funções e, à sua substituição por outro. Uma das primeiras medidas que o novo presidente indonésio propôs (para espanto da comunidade internacional) foi a realização de um referendo para a população timorense escolher a sua independência ou a ocupação da Indonésia.
Após a vitória da independência, o país passou por um período conturbado de destruição e homicídios, primeiro aquando da retirada das milícias armadas e depois entre as duas correntes partidárias existentes na altura.
Por isso, foi necessária a reconstrução de muitas infra-estruturas, com recurso ao financiamento da ONU e de outras entidades estrangeiras (desde países a instituições).
Realidade económica:Os relatórios oficiais apresentados pelo governo timorense apontam para um crescimento económico de dois dígitos, desde os últimos anos da primeira década do século XXI, havendo no entanto uma quebra na produção a partir de 2010. O objectivo do governo é que se mantenham taxas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos. No entanto, para uma melhor aplicação desta ou de qualquer outra política económica, o Banco Central de Timor-Leste deverá criar as suas próprias estatísticas, devido às diferenças de valores entre as estatísticas disponíveis que provêm de diferentes fontes, não havendo um critério consensual para escolher quais deverão ser as estatísticas oficiais.
Devido à grande importância do Estado na economia, a taxa de crescimento do PIB vai depender do papel do Estado e do seu desempenho, sobretudo a nível da execução orçamental.
Cenário de Base e Cenário Alternativo
Os dados divulgados pelo FMI (que é uma boa alternativa quando não existem estatísticas oficiais do Banco Central), apresentam dois cenários possíveis para a evolução futura da economia timorense: um "cenário base" e um "cenário alternativo".
Em ambos se nota uma diferença entre as previsões de crescimento apresentadas pelo Governo e as apresentadas pelo FMI, denotando-se aqui as diferenças de prioridades e reformas a nível económico entre o Governo e o FMI (que prevê um menor volume de gastos por parte do Estado por achar que neste momento ele se encontra numa situação de insustentabilidade).
Preços e inflação
É a variável que tem sofrido mais alterações nos anos recentes e que está no centro das preocupações da Autoridade Bancária e de Pagamentos Timorense.
As principais causas do aumento da inflação são:
Comércio Externo:
Exportações:
As exportações assentam quase exclusivamente no café, e o seu ciclo 'apanha - tratamento - exportação ' é muito datado no tempo.
Em 2010 os valores das exportações foram superiores aos de 2009, devido à melhor colheita e aos preços internacionais mais elevados.
Infelizmente, estes factores são muito voláteis, e existem anos em que os resultados não são assim tão positivos.
Importações:
O principal fornecedor de Timor Leste continua a ser a Indonésia, que corresponde a 1/3 das compras feitas no exterior (incluindo combustível).
Seguem-se Singapura (o principal entreposto comercial e marítimo da região) e a Austrália (de onde vêm os produtos de maior qualidade para abastecer a população estrangeira residente, incluindo a que está ligada às estruturas da ONU e às forças de segurança).
Um dos problemas que Timor ainda tem a nível de comércio externo são as elevadas protecções alfandegárias do país, que se têm reduzido consideravelmente.
Balança de Pagamentos:
Desde 2006 que a balança de pagamentos é calculada pela Autoridade Bancária e de pagamentos.
Em 2009 e 2010, o saldo foi positivo. Ou seja, as entradas de recursos contabilizadas nesta balança foram superiores às saídas.
Taxas de câmbio:
As relações económicas e financeiras de um país com outro são "intermediadas" pela taxa de câmbio entre a moeda nacional e as moedas dos seus principais parceiros económicos ou, as moedas em que são feitos os pagamentos (sejam as importações, sejam as exportações).
Desde 2009 que em média o dólar (moeda oficial de Timor-Leste) se foi desvalorizando, mais em relação a umas moedas do que a outras.
Isso trouxe como consequência o encarecimento "natural" dos produtos por eles importados dos seus fornecedores, principalmente a Indonésia e a Austrália, responsáveis por cerca de metade das importações timorenses.
Assim, esta valorização da moeda que conduziu ao encarecimento das importações, contribuiu para a subida de preços internos em Timor-Leste.
A taxa de câmbio também tem portanto influenciado a evolução dos preços.
Para além da desvalorização do dólar face à rupia indonésia, também na Indonésia (o principal parceiro comercial de Timor) se verificou uma subida de preços à volta de 7%/ano.
Finanças Públicas:
Principais características das finanças públicas de Timor-leste:
Outro aspecto que apesar da sua importância, não é possível avaliar em toda a sua verdadeira extensão e consequências, é o facto de os preços pagos pelo Estado pelos bens e serviços adquiridos serem inflaccionados pelos fornecedores. Esta é uma consequência da 'maldição do petróleo' que faz o Estado ser "explorado" pelos fornecedores de bens e serviços.
O aumento da concorrência entre os fornecedores iria certamente reduzir o impacto deste comportamento, juntamente com um mais perfeito conhecimento dos preços no mercado dos serviços responsáveis pelas compras do Estado e o recurso a um grupo de mediadores/orçamentistas experimentados.
Moeda, crédito e taxas de juro:
O principal instrumento de política monetária que os bancos centrais podem usar para influenciarem o comportamento da economia e, o comportamento da taxa de inflação, é o controlo da massa monetária e a taxa de variação da "oferta de moeda" / "massa monetária" na economia.
Em Timor-Leste a massa monetária em circulação não é, no seu conjunto, determinável já que o país não dispõe de moeda própria, e com a moeda oficial em circulação é impossível saber com precisão a quantidade de moeda detida pelos agentes económicos.
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| Mapa com os distritos de Timor-leste |
De acordo com a Constituição Timorense, o país tornou-se independente em 28 de Novembro de 1975, porque para o povo timorense, a retirada da ocupação indonésia foi apenas a restauração da independência.
A Indonésia invadiu Timor-Leste com o objectivo de unificar o arquipélago (visto que a parte oriental da ilha ser quase toda da Indonésia desde a perda de independência portuguesa em 1580, quando a Holanda que detinha a colónia da Indonésia invadiu esta colónia portuguesa).
Ora, o arquipélago indonésio foi dos mais afectados pela crise asiática de 1997/98 (neste blogue já existem mensagens sobre a crise asiática de 97/98), que começou por ser uma crise apenas financeira, passando também a ser económica e social, acabando numa crise política.
Isso conduziu à queda do governo em funções e, à sua substituição por outro. Uma das primeiras medidas que o novo presidente indonésio propôs (para espanto da comunidade internacional) foi a realização de um referendo para a população timorense escolher a sua independência ou a ocupação da Indonésia.
Após a vitória da independência, o país passou por um período conturbado de destruição e homicídios, primeiro aquando da retirada das milícias armadas e depois entre as duas correntes partidárias existentes na altura.
Por isso, foi necessária a reconstrução de muitas infra-estruturas, com recurso ao financiamento da ONU e de outras entidades estrangeiras (desde países a instituições).
Realidade económica:Os relatórios oficiais apresentados pelo governo timorense apontam para um crescimento económico de dois dígitos, desde os últimos anos da primeira década do século XXI, havendo no entanto uma quebra na produção a partir de 2010. O objectivo do governo é que se mantenham taxas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos. No entanto, para uma melhor aplicação desta ou de qualquer outra política económica, o Banco Central de Timor-Leste deverá criar as suas próprias estatísticas, devido às diferenças de valores entre as estatísticas disponíveis que provêm de diferentes fontes, não havendo um critério consensual para escolher quais deverão ser as estatísticas oficiais.
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| Os mercados de rua são uma das principais actividades comerciais do povo timorense |
Devido à grande importância do Estado na economia, a taxa de crescimento do PIB vai depender do papel do Estado e do seu desempenho, sobretudo a nível da execução orçamental.
Cenário de Base e Cenário Alternativo
Os dados divulgados pelo FMI (que é uma boa alternativa quando não existem estatísticas oficiais do Banco Central), apresentam dois cenários possíveis para a evolução futura da economia timorense: um "cenário base" e um "cenário alternativo".
Em ambos se nota uma diferença entre as previsões de crescimento apresentadas pelo Governo e as apresentadas pelo FMI, denotando-se aqui as diferenças de prioridades e reformas a nível económico entre o Governo e o FMI (que prevê um menor volume de gastos por parte do Estado por achar que neste momento ele se encontra numa situação de insustentabilidade).
Preços e inflação
É a variável que tem sofrido mais alterações nos anos recentes e que está no centro das preocupações da Autoridade Bancária e de Pagamentos Timorense.
As principais causas do aumento da inflação são:
- a inflação praticada pela principal fornecedora das importações timorenses, a Indonésia;
- grande aceleração da oferta de moeda (devido entre outros, ao significativo aumento dos gastos públicos);
- depreciação do dólar face a outras moedas (como a rupia indonésia);
- aumento do preço de vários produtos alimentares nacionais;
Comércio Externo:
Exportações:
As exportações assentam quase exclusivamente no café, e o seu ciclo 'apanha - tratamento - exportação ' é muito datado no tempo.
Em 2010 os valores das exportações foram superiores aos de 2009, devido à melhor colheita e aos preços internacionais mais elevados.
Infelizmente, estes factores são muito voláteis, e existem anos em que os resultados não são assim tão positivos.
Importações:
O principal fornecedor de Timor Leste continua a ser a Indonésia, que corresponde a 1/3 das compras feitas no exterior (incluindo combustível).
Seguem-se Singapura (o principal entreposto comercial e marítimo da região) e a Austrália (de onde vêm os produtos de maior qualidade para abastecer a população estrangeira residente, incluindo a que está ligada às estruturas da ONU e às forças de segurança).
Um dos problemas que Timor ainda tem a nível de comércio externo são as elevadas protecções alfandegárias do país, que se têm reduzido consideravelmente.
Balança de Pagamentos:
Desde 2006 que a balança de pagamentos é calculada pela Autoridade Bancária e de pagamentos.
Em 2009 e 2010, o saldo foi positivo. Ou seja, as entradas de recursos contabilizadas nesta balança foram superiores às saídas.
Taxas de câmbio:
As relações económicas e financeiras de um país com outro são "intermediadas" pela taxa de câmbio entre a moeda nacional e as moedas dos seus principais parceiros económicos ou, as moedas em que são feitos os pagamentos (sejam as importações, sejam as exportações).
Desde 2009 que em média o dólar (moeda oficial de Timor-Leste) se foi desvalorizando, mais em relação a umas moedas do que a outras.
Isso trouxe como consequência o encarecimento "natural" dos produtos por eles importados dos seus fornecedores, principalmente a Indonésia e a Austrália, responsáveis por cerca de metade das importações timorenses.
Assim, esta valorização da moeda que conduziu ao encarecimento das importações, contribuiu para a subida de preços internos em Timor-Leste.
A taxa de câmbio também tem portanto influenciado a evolução dos preços.
Para além da desvalorização do dólar face à rupia indonésia, também na Indonésia (o principal parceiro comercial de Timor) se verificou uma subida de preços à volta de 7%/ano.
Finanças Públicas:
Principais características das finanças públicas de Timor-leste:
- rapidez do seu crescimento nos últimos anos;
- as receitas são principalmente provenientes de transferências do Fundo Petrolífero;
Outro aspecto que apesar da sua importância, não é possível avaliar em toda a sua verdadeira extensão e consequências, é o facto de os preços pagos pelo Estado pelos bens e serviços adquiridos serem inflaccionados pelos fornecedores. Esta é uma consequência da 'maldição do petróleo' que faz o Estado ser "explorado" pelos fornecedores de bens e serviços.
O aumento da concorrência entre os fornecedores iria certamente reduzir o impacto deste comportamento, juntamente com um mais perfeito conhecimento dos preços no mercado dos serviços responsáveis pelas compras do Estado e o recurso a um grupo de mediadores/orçamentistas experimentados.
Moeda, crédito e taxas de juro:
O principal instrumento de política monetária que os bancos centrais podem usar para influenciarem o comportamento da economia e, o comportamento da taxa de inflação, é o controlo da massa monetária e a taxa de variação da "oferta de moeda" / "massa monetária" na economia.
Em Timor-Leste a massa monetária em circulação não é, no seu conjunto, determinável já que o país não dispõe de moeda própria, e com a moeda oficial em circulação é impossível saber com precisão a quantidade de moeda detida pelos agentes económicos.
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