New year, new life! And it's time to refresh my blog. I will start this new "season" of messages by starting a set of messages about the challenges for the future of the European Union.
The public intervention of the EU-instituions in the strategic sectors
Despite the fact that the EU have some responsabilities on the strategic sectores of the economy, there is no rules or legislation about how to define and how to intervent in the strategic sectors. There is no legislation that defines in which sectors the State needs to intervent. Usually the public intervention is a result of the historic tradition.
Inside the European Union, there is a belief that in the southern countries, the publci intervention os excessive (which can be supported by the current debt crisis) but it's nothing more than a myth. If we see the weight of the public intervention in the total of the economic's activity, we can see that in the Nordic countries is much higher. However, there is no limitation about how far the State can intervent in the economy: not even in each member.
In the last decades we saw among the majority of the EU-members a decrease in the importance of the State's role in the economy. Why is that happening, even not existing legislation about that? Mainly for three reasons:
- the increase in the intern market's dimension;
- the economic liberalization and globalization, which brought the international competitiveness;
- the privatization of the public business sector (an inspiration of the anglo-saxon model);
The big consequence of the decrease of the public intervention is the redution of the instruments the governments can use to make its intervention.
Currently with the redution of the public companies, we see the States giving benefits to the private companies, under the previous authorization of the European Institutions. So, even taking in account the reality of each member, the EU needs to take part on the intervention due to the importance of the sectores not only for the stability of the respective member, but also for the stability of the EU.
There is also another reason for the public intervention: the public economic interest services (different from the social interest services). These services are the activities that don't have the profit maximization as a goal, but a social purporse instead. So the sustainability is guaranteed by the Government.
From the pratical experience, the European Union defined some sctores that can be considered strategic such as:
- Water supply and distribution;
- Energy (the supply and distribution of energy is giving many problems between countries all over the world, including inside the UE, which gives a special attention to this sector);
- Transportation;
- Telecommunications (not only important because allow people to communicate, but also because the telecommunications sector are essential to the functioning of the economy - the vulnerability of our lives is big now because of the privacy questions);
- Defense industry;
To conclude this first message, the criteria that define the protectionist politics at european level, give more importance to the economistic side, withiout giving the right importance to the social and ambiental impacts of the proteccionism.
domingo, 18 de janeiro de 2015
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Porque não conseguem os economistas prever uma crise? (Parte I)
![]() |
| Fazer previsões sobre o futuro da nossa situação económica tornou-se uma grande incógnita |
Então, porque os economistas, analistas e estudiosos reagiram de forma tão impotente e estupefacta perante o que se passou na economia mundial nos últimos anos?
Crash de 1929 vs Crise de 2008
Muitas têm sido as comparações feitas entre o crash de 1929 e a crise de 2008. E de facto podemos encontrar no crash de 1929 um dos exemplos que justifica tamanha surpresa dos economistas face ao desenrolar dos acontecimentos na economia internacional nos últimos anos: o excesso de confiança no sistema económico que os levou a acreditar que a economia não poderia passar por uma crise semelhante ao crash de 1929.
O que está na base do que se passou com a economia mundial recentemente, é a consequência dos ciclos económicos e toda a perplexidade e impotência com que os economistas reagiram, mostra o pouco avanço que foi feito pelos cientistas económicos na área da análise, previsão e explicação dos ciclos económicos. E quando os economistas não conseguem ter esta visão de longo-prazo que englobe fases de expansão e declínio, está a falhar o que é mais importante na ciência económica: visão global, pensamento estratégico e capacidade de actuação antecipada e prevenção.
Isto pode chegar a parecer ridículo mas é a verdade. A governação das nossas sociedades centra-se quase exclusivamente na previsão de curto-prazo e muitas vezes apenas se governa como reacção aos fenómenos que acabaram de ocorrer, sem conseguir antecipar qualquer situação por mais iminente que se encontre de ocorrer.
De facto, o excesso de confiança e a crença de que a economia mundial estava "protegida" contra quaisquer crises de carácter devastador, foram os motivos da negligência face aos indicadores, tanto nos anos 20 do século passado, como na primeira década deste século.
Há no entanto obviamente, bastantes diferenças no mundo entre 1929 e 2008. E infelizmente essas diferenças fazem com que a actual crise tenha consequências ainda mais devastadoras e mais duradouras do que a de 1929, ainda para mais pelo facto de que, ao contrário do que até muitos economistas afirmaram, o mundo sofreu duas crises distintas, desde 2008.
Crise de 2008 e crise de 2010: crises financeiras vs crises económicas
Outro factor que explica a impotência de muitos economistas e decisores políticos em reagir a esta crise, reside no facto de na verdade ter ocorrido não uma mas duas crises. Sim é verdade: em 2008 o mundo foi brutalmente atingido por uma crise financeira, esta unicamente causada pela mão do Homem, e provocada pelas consequências da sua obra. Mas em 2010 o mundo sofreu outra crise: desta vez uma crise económica, fruto da evolução do planeta e do próprio ciclo da natureza e que não é fruto da mão do Homem.
Não se devem portanto confundir crises financeiras com crises económicas, se bem que as primeiras podem ajudar a implosão das segundas, como de facto aconteceu em 2010.
Uma crise financeira, sendo única e exclusivamente consequência da acção do Homem, pode ser evitada ou pelo menos pode ver os seus efeitos atenuados. No entanto uma crise económica faz parte das condições do planeta e a Humanidade tem que aprender a viver com ela.
Se analisarmos a História da sociedade humana é fácil constatar que a um período de crescimento e expansão da actividade e aumento da riqueza produzida se seguiu um período de crise com contracção da actividade, aumento do desemprego e redução do rendimento dos agregados económicos. E a frequência com que estes ciclos mudam tem até alguma regularidade, mesmo tendo em conta os factores extraordinários que podem ocorrer: e nestes factores extraordinários encontram-se as acções provocadas pela mão do Homem, como as crises financeiras.
É possível concluir pela História económica que o Homem ao "complexificar" a ciência económica, está a torná-la indomável e algo difícil de analisar e de estudar o seu padrão, agindo preventivamente.
Solução? Aquilo que tem sido apresentado e defendido por vários pensadores: o regresso às origens.
domingo, 25 de maio de 2014
Unpaid internships: exploitation or a consequence of modern trends?
One of the biggest consequences of the current crisis was the incredible increase in the unemployment rate across almost all over the world, and both in the developed and developing countries.
All groups of people were highly affected: the youngers with no experience, the olders with years or even decades of experience, the people with higher education or with the basic education.
However, even being dramatic for the people in the 40's or 50's to find a new job or to change their careers, in my oppinion the problem is even bigger within the youngers, especially those with higher education, because after completing their studies and doing their part of the task, our current society is not corresponding with the other part. But, even not being the fault of the youngers, the reality is that they are who is really suffering the most.
The companies don't want to waste time teaching the youngers, especially because they see that, what the students learn on college is too far away from the reality. Also the recession and the increase in the retirement age don't allow the economy to create enough vacancies for the youngers who are starting to join the labour market.
So we are facing a very hard dilemma: the youngers want and need to find a job, and the labour market can't give them one. What is the solution for this dilemma? On one side we have the youngers, desperate to find a job and to show they value, ready to do anything and to obtain some work experience. On the other side we have the companies that, even the recession and the increase in the retirement age, they always need new employees, But, since the main goal of any company is to maximize the profits, by reducing the costs, the best way to achieve it, is by subcontract and explore the workforce. And the better way to do that, is by the unpaid internships.
Some years ago, before the beggining of the current crisis, this could be seen as an abuse. However, the arguments used now turn it in the best way for the youngers to enter the labour market.
I can admit that one paid internship can be a good way to enter the labour market and to know how the labour market really works. I even made one on holidays. But when the internship is not a summer internship? And when it's lenght is more than 3 or even 6 months? And when the youngers take not only one but many more unpaid internships? What about the many youngers that arrives to the 30's only doing unpaid internshiops without any permament job?
The argument of "a unpaid position to help the yungers to adapt themselves to the labour market" is not valid anymore? And in fact, it was never valid. The companies are trying to turn the fresh graduates in some kind of some illiterate people, like if they don't even know how to use a computer, how to make mental calculus, or to take care of some tasks. It's true that there is a gap between what is learnt on the college and what is the reality, but that doesn't mean that the graduates are so unable like rocks with diplomas. And a 3 month placement can be used as an argument for the experimental period. And what about the longer internships?
Is it really necessary so much time to learn the tasks, especially when the intern is working always in the same department, in the same team and even doing the same tasks?
The other argument used by the companies is the fact that the interns don't create value for the company, and the comapnies are loosing money and time teaching the interns.
To answer this, we need to analyze what the interns do in the company. Do they start to take important and full of responsabilities tasks? The answer is obvious! But even being the less important tasks, that abyone want to do, they are still necessary for the company's activity.
And no one needs so much time to understand and to make the tasks right!
To conclude, more than never, the unpaid internships are a consequence of the current crisis. And until the power of decision is not balanced between the demand and the supply of work, they will still persist.
Probably the youngers don't have other choice than accept them. But of course, there are limits. When the life, the safety and the respect by the intern are not fullfiled. Even not receiving a salary, the unpaid interns should nottake some situations that don't respect his integrity.
There are a line, beyond it's really considered slavery.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Eurovision in Copenhagen 2014: after-show analysis (II)
Let me analyze now the second semifinal.
This was the semifinal with the most difficult predicitions, since only a few countries are used to make a presence in the grand final. I'm talking about Greece and Romania, which really advanced to the grand final, even thought I need to admit with weaker performances than usual. Especially Romania: there was lots of expectation about the duet Paula &Ovi, but I was very disapppointed with the performance. The same for Greece: I'm glad they changed the style, like last year, but I knew that the juries wouldn't rank the greek entry very high.
As for the other qualifiers, I was expecting the qualification of Norway (Carl really gave a great performance and brought lots of emotion for the stage), Poland (especially due to the public which appreciated such "happy" performance! I didn't like the english part, but it was very funny to see the performance) and Finland (due to the unique style in this semifinal and to the power and energy brought by the band).
As for the others, everything was unknow. Like the previous years Malta was unfairly benefited by juries and Belarus by the public. The first song was to simple and without a climax, and the second was to "plastic" and empty of emotions, and a little bit ridiculous.
I had two positive surprises: the qualification of Switzerland and Slovenia. I was happy for the qualification of these two countries, which rarely advance to the grand final. Both had great peformances on stage. And finally the controversial performance of Conchita. If at the beginning (weeks before the show) many expected a non-qualification of Austria, the tru was that his popularity was growing a lot. This allied to a great performance, put Austria in the grand final.
For the countries that didn't advance for the grand final, the biggest surprise was Israel. Everyone was expecting the qualification of Israel, and even with the bad choice of the dancers' choreography, Israel deserved the qualification due to the great vocals of Mei Finegold.
The Georgian song and performance were the worst before the semifinal and the performance on stage didn't help in anything.
I never understood the Lithuanian and Irish entries, especially the favouritism around the sencond one. The songs and the performances were to confused and even being both good singers, they didn't show their potential on stage that day.
And finally Macedonia. Even being also a good singer, the strange performance didn't help Macedonia to advance to the grand final.
Being a semifinal were almost everyone was a possible finalist, there wasn't big surprises, neither anything special to comment, except of course the non-qualification of Israel.
This was the semifinal with the most difficult predicitions, since only a few countries are used to make a presence in the grand final. I'm talking about Greece and Romania, which really advanced to the grand final, even thought I need to admit with weaker performances than usual. Especially Romania: there was lots of expectation about the duet Paula &Ovi, but I was very disapppointed with the performance. The same for Greece: I'm glad they changed the style, like last year, but I knew that the juries wouldn't rank the greek entry very high.
As for the other qualifiers, I was expecting the qualification of Norway (Carl really gave a great performance and brought lots of emotion for the stage), Poland (especially due to the public which appreciated such "happy" performance! I didn't like the english part, but it was very funny to see the performance) and Finland (due to the unique style in this semifinal and to the power and energy brought by the band).
As for the others, everything was unknow. Like the previous years Malta was unfairly benefited by juries and Belarus by the public. The first song was to simple and without a climax, and the second was to "plastic" and empty of emotions, and a little bit ridiculous.
I had two positive surprises: the qualification of Switzerland and Slovenia. I was happy for the qualification of these two countries, which rarely advance to the grand final. Both had great peformances on stage. And finally the controversial performance of Conchita. If at the beginning (weeks before the show) many expected a non-qualification of Austria, the tru was that his popularity was growing a lot. This allied to a great performance, put Austria in the grand final.
For the countries that didn't advance for the grand final, the biggest surprise was Israel. Everyone was expecting the qualification of Israel, and even with the bad choice of the dancers' choreography, Israel deserved the qualification due to the great vocals of Mei Finegold.
The Georgian song and performance were the worst before the semifinal and the performance on stage didn't help in anything.
I never understood the Lithuanian and Irish entries, especially the favouritism around the sencond one. The songs and the performances were to confused and even being both good singers, they didn't show their potential on stage that day.
And finally Macedonia. Even being also a good singer, the strange performance didn't help Macedonia to advance to the grand final.
Being a semifinal were almost everyone was a possible finalist, there wasn't big surprises, neither anything special to comment, except of course the non-qualification of Israel.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Eurovision in Copenhagen 2014: after-show analysis (I)
Unfortunately for another year was impossible for me to analyze all the songs in competition.
So at least I want to leave my comment after the show, about the songs and the controversies, which were so many this year!
Semifinal I:
This was the most hard semifinal, with many of the countries that usually go to the grand final. We had many countries that went to the grand final as usually: Ukraine, Azerbaijan, Armenia, Sweden and Russia with all the controversies (more about the country's situation - the anti-gays laws and the situation with Ukraine).
Armenia, Hungary and Sweden were among the favourites since the beginning and their live performances in the tuesday's evening confirmed that. All well performed with strong voices creating interesting performances.
About Ukraine, I was a little desapointed before the great performance and especially the great singer and voice of Zlata. This song was more comercial and empty of content. However Mariya Yaremchuk deserved a place on the grand final.
Also Azerbaijan, even thought the lower popularity of the song, and the performance too simple and minimalist, deserved a place among the finalists. I really like Dilara's voice.
Now the special cases. In this semifinal we had two controversies that reached the final. First Russia. I can't find anything good on the song and on the performance. But for me the most strange thing was the fact that, being a country that created in the past so many anti-gay laws, wants to participate in the most unofficial gay event of the year, also inviting a gay to be on stage. Is Russia trying to show an image about the country different from the reality only to receive votes? Is Russia acting falsely? I think so.
And second Iceland. With an image of non-discrimination, using a performance a little bit confuse. However, even not being among the favourites of this semifinal, Iceland qualified for the saturday's final, despite almost all the predictions. Probably the energy was the key factor.
On the other side, the countries that (almost) never take part in the grand final. First San Marino, which was the big surprise. In the third attempt Valentina Monetta went to grand final. Many people said that after the last year's "great" song was inpossible for San Marino to achieve the grand final due to the political votes that would always put San Marino outside the grand final. But the fact is that, the good performance of Valentina was enough to put San Marino in the grand final for the first time.
The next country for the first time in the grand final was Montenegro. Like San Marino, everyone was saying that if this year Montenegro didn't achieve the grand final, it would neve be possible for this Balkan country. The performance and voice of Sergej were brilliant, which makes me to not understand the so low place in the grand final. Probably with many Balkan countries voting (but not present) in the final, the result would be different.
And finally a country that only last year went to the grand final. the Netherlands. With a song worse, in my oppinion, it was for me a big surprise when I saw the Netherlands as a finalist, and even more when the results were revealed showing that The Netherlands were placed in the first place both in teh juries and the the televoting. The duet have a great voice and the performance was very charismatic: these were the ingredients for the success.
For the countries that didn't advance for the grand final, the big surprises were Estonia and Portugal. Even with all the bad comments saying that Tanija made a bad copy of Euphoria, I always believed in the qualification of Estonia, which didn't occur due to the televoting. For my (amd many others) surprise, it didn't occur. And, even with all the bad comments in the home country, many were the people expecting the qualification of Portugal, which didn't occur due to the juries.
For the other countries, the result was the expected: Moldova sent a very confuse song, Albania made the terrible mistake to change the song to English and the latvian entry was too pathetic to be approved by the audience.
So at least I want to leave my comment after the show, about the songs and the controversies, which were so many this year!
Semifinal I:
This was the most hard semifinal, with many of the countries that usually go to the grand final. We had many countries that went to the grand final as usually: Ukraine, Azerbaijan, Armenia, Sweden and Russia with all the controversies (more about the country's situation - the anti-gays laws and the situation with Ukraine).
Armenia, Hungary and Sweden were among the favourites since the beginning and their live performances in the tuesday's evening confirmed that. All well performed with strong voices creating interesting performances.
About Ukraine, I was a little desapointed before the great performance and especially the great singer and voice of Zlata. This song was more comercial and empty of content. However Mariya Yaremchuk deserved a place on the grand final.
Also Azerbaijan, even thought the lower popularity of the song, and the performance too simple and minimalist, deserved a place among the finalists. I really like Dilara's voice.
Now the special cases. In this semifinal we had two controversies that reached the final. First Russia. I can't find anything good on the song and on the performance. But for me the most strange thing was the fact that, being a country that created in the past so many anti-gay laws, wants to participate in the most unofficial gay event of the year, also inviting a gay to be on stage. Is Russia trying to show an image about the country different from the reality only to receive votes? Is Russia acting falsely? I think so.
And second Iceland. With an image of non-discrimination, using a performance a little bit confuse. However, even not being among the favourites of this semifinal, Iceland qualified for the saturday's final, despite almost all the predictions. Probably the energy was the key factor.
On the other side, the countries that (almost) never take part in the grand final. First San Marino, which was the big surprise. In the third attempt Valentina Monetta went to grand final. Many people said that after the last year's "great" song was inpossible for San Marino to achieve the grand final due to the political votes that would always put San Marino outside the grand final. But the fact is that, the good performance of Valentina was enough to put San Marino in the grand final for the first time.
The next country for the first time in the grand final was Montenegro. Like San Marino, everyone was saying that if this year Montenegro didn't achieve the grand final, it would neve be possible for this Balkan country. The performance and voice of Sergej were brilliant, which makes me to not understand the so low place in the grand final. Probably with many Balkan countries voting (but not present) in the final, the result would be different.
And finally a country that only last year went to the grand final. the Netherlands. With a song worse, in my oppinion, it was for me a big surprise when I saw the Netherlands as a finalist, and even more when the results were revealed showing that The Netherlands were placed in the first place both in teh juries and the the televoting. The duet have a great voice and the performance was very charismatic: these were the ingredients for the success.
For the countries that didn't advance for the grand final, the big surprises were Estonia and Portugal. Even with all the bad comments saying that Tanija made a bad copy of Euphoria, I always believed in the qualification of Estonia, which didn't occur due to the televoting. For my (amd many others) surprise, it didn't occur. And, even with all the bad comments in the home country, many were the people expecting the qualification of Portugal, which didn't occur due to the juries.
For the other countries, the result was the expected: Moldova sent a very confuse song, Albania made the terrible mistake to change the song to English and the latvian entry was too pathetic to be approved by the audience.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Paixão de Cristo: a inocência dos "culpados"
Sexta-feira Santa. A Igreja católica celebra hoje o dia da morte de Cristo. Por todo o mundo, centenas de milhões de pessoas acorrem às Igrejas para participar nas celebrações litúrgicas oficiais, e saem às ruas para participarem em inúmeros actos de piedade cristã que evocam as últimas horas da vida de Cristo, baseando-se nos relatos da Bíblia e na tradição popular. Em muitas cidades e em muitos países este é um dos dias mais importantes do calendário religioso e civil. É sem dúvida nenhuma um dia carregado de emoções e repleto de tradições.
Claro que neste dia não é só invocada a pessoa de Jesus Cristo, mas também das outras personagens que de acordo com a Bíblia tomaram parte, muito ou pouco, activa nas últimas horas da vida de Cristo. Desde a Virgem Maria aos pelos Apóstolos, Verónica, Simão de Cirene, Nicodemos ou os ladrões crucificados um de cada lado de Cristo. Alguns ou todos eles são representados na arte própria deste dia e tomam parte nas inúmeras procissões que neste dia se fazem.
Mas para além destas personagens que caíram nas boas graças da piedade popular e da tradição da Igreja, existem muitas outras, que foram sendo odiadas ao longo dos séculos pois sempre foram vistas como as culpadas da condenação, paixão, crucificação e condenação de Cristo. No entanto esse ódio pode não passar de um mal-entendido. Vejamos:
O povo judeu
Começo por falar do povo judeu em geral, daqueles cujos nomes não são referidos nos Evangelhos, sendo apenas referidos como "uma multidão". É esta multidão que alguns dias antes da noite de quinta-feira santa aclamou Jesus como Rei, Messias e Salvador quando este entrava solenemente em Jerusalém, e que a Igreja celebra anualmente no Domingo de Ramos. É esta mesma multidão que diante de Pilatos pediu alguns dias depois a morte de Jesus pela cruz e que o insultava e agredia enquanto levava a Cruz a caminho do Calvário.
É certo que se pode argumentar que este povo era analfabeto e pouco culto e que foram fortemente influenciados pelos sumos sacerdotes, que detinham um poder inquestionável dentro da sociedade judaica. Mas não nos podemos esquecer que ao longo dos séculos, muitas vezes o povo analfabeto e inculto conseguiu fazer ouvir a sua voz, contra as classes dominantes, quando achava que existia alguma situação errada, e muitas vezes através de revoltas e tumultos conseguiam fazer valer a sua vontade.
Os Sumos Sacerdotes
Caifás e seu sogro Anás, juntamente com todo a coorte foram os primeiros a condenar Jesus. Nos Evangelhos se pode ler todo o diálogo entre Jesus e os Sumos Sacerdotes, e todas as tentativas desesperantes que estes encontraram para incriminar Cristo. Ao contrário da multidão, os Sumos Sacerdotes eram muito cultos e bem conhecedores da lei e dos preceitos judaicos. Foram os principais impulsionadores da condenação de Jesus, porque viram n'Ele uma ameaça ao seu poder, depois de verem os efeitos que Jesus tinha junto das multidões. Conseguiram convencer não só a multidão como persuadir Pilatos, ao colocarem-no entre a espada e a parede. Apesar de não se saber o que aconteceu aos sumos sacerdotes depois da morte de Jesus, a Igreja e a tradição sempre os colocou entre os culpados da condenação de Cristo, nunca havendo alguma voz discordante.
Judas Iscariotes
Vou agora falar da pessoa mais odiada em todos os Evangelhos, ao ponto do Evangelho segundo S. João referir que o próprio Diabo estava dentro do apóstolo Judas. Desde a Véspera do Sábado de Páscoa do agora conhecido como ano 33 da nossa Era, que sobre Judas saiu uma das maiores maldições da História. Actualmente as probabilidades de se encontrar nos países maioritariamente cristãos, alguma pessoa ou até um animal com o nome de Judas são quase nulas. Chamar Judas a alguém é um insulto, sinónimo de falso, traidor, vendido ou criminoso. Mais do que a multidão ou os sumos sacerdotes, Judas Iscariotes foi ao longo dos séculos o mote para todo o ódio contra os Judeus e a sua culpabilidade no processo de condenação e morte de Cristo.
Nunca houve uma voz dissonante ao longo dos séculos que atenuasse todo o ódio dirigido a este discípulo de Cristo, até recentemente. Numa mensagem que eu publiquei há alguns meses atrás, dei conta da descoberta de um pergaminho que mais tarde foi cientificamente comprovado como sendo original e antiquíssimo, intitulado "O Evangelho de Judas". Nele, a pessoa de Judas é apresentada numa perspectiva completamente diferente da ideia que dele foi sendo construída ao longo dos séculos. Claro que a ideia de Judas a entregar Cristo se mantém, só que neste "Evangelho" este gesto não é visto como traição mas antes como a prova do lugar privilegiado que Judas detinha. Judas é visto como o discípulo mais amado por Cristo e o único que percebia de facto qual a missão de Jesus, e por isso o único em quem Cristo de facto confiava. Por isso, em vez de ser a criatura mais desprezível nesta História, segundo este texto Judas seria um Santo e um dos mais importantes aos olhos de Cristo.
Apesar dos fortes argumentos a favor da veracidade deste "Evangelho", a verdade é que a imagem negativa sobre Judas vai-se manter quase inalterável.
Pôncio Pilatos
Esta é para mim a personagem mais intrigante e mais misteriosa. Apesar de já ser o governante emissário do Imperador Romano para a Palestina muito antes da paixão e morte de Cristo, a verdade é que a referência a Pilatos apenas surge no relato da Paixão e volta a desaparecer para o anonimato.
Pilatos não era Judeu e apenas se mudou para a Palestina quando foi nomeado Prefeito. E apesar de ser quem decretou a condenação de Cristo à morte na Cruz, a verdade é que os próprios Evangelhos canónicos apresentam vários sinais da inocência de Pilatos em todo este processo. Primeiro, pelo seu choque face à maneira como os sumos sacerdotes e toda a multidão procuravam desesperadamente razões para condenar Cristo e como tratavam um Homem que não tinha constituído até então qualquer perigo para o poder de Roma naquela região. Depois a ordem de mandar açoitar Cristo foi vista como uma forma de procurar contentar a população sem implicar a morte deste Homem, que muitos defendem que aos olhos de Pilatos, era um inocente e até um Santo. Os Evangelhos são bem claros ao referir que Pilatos procurou várias vezes, razões para libertar Jesus.
Por fim, o gesto que aparece no Evangelho segundo S. Mateus do lavar das mãos como sinal de que Pilatos não queria qualquer responsabilidade sobre o que se iria passar com Cristo, apesar de pretender mostrar que Pilatos não concordava com o que se iria passar, não esconde que foi Pilatos que deu ordem para Jesus ser morto.
No entanto, pouca culpabilidade foi atribuída a Pilatos e nas Igrejas Orientais ele é aclamado como Santo, tendo a tradição referido que Cristo apareceu mesmo a Pilatos depois de ter ressuscitado.
As Sagradas Escrituras dizem-nos que estava predestinado desde o princípio que Jesus iria padecer desta forma. E de facto para tal acontecer, alguém teria que contribuir para tal. Era inevitável, e se ninguém tivesse assumido da responsabilidade da morte de Cristo, Este não teria depois ressuscitado. No entanto, tal protagonismo trouxe um ódio que perpetua ao longo dos séculos e que não pode ser dissociado das celebrações deste dia.
BOA PÁSCOA PARA TODOS!!!
Claro que neste dia não é só invocada a pessoa de Jesus Cristo, mas também das outras personagens que de acordo com a Bíblia tomaram parte, muito ou pouco, activa nas últimas horas da vida de Cristo. Desde a Virgem Maria aos pelos Apóstolos, Verónica, Simão de Cirene, Nicodemos ou os ladrões crucificados um de cada lado de Cristo. Alguns ou todos eles são representados na arte própria deste dia e tomam parte nas inúmeras procissões que neste dia se fazem.
Mas para além destas personagens que caíram nas boas graças da piedade popular e da tradição da Igreja, existem muitas outras, que foram sendo odiadas ao longo dos séculos pois sempre foram vistas como as culpadas da condenação, paixão, crucificação e condenação de Cristo. No entanto esse ódio pode não passar de um mal-entendido. Vejamos:
O povo judeu
![]() |
| O mesmo povo que uns dias antes aclamava Jesus como Messias Salvador, acabou por clamar pela sua crucificação |
É certo que se pode argumentar que este povo era analfabeto e pouco culto e que foram fortemente influenciados pelos sumos sacerdotes, que detinham um poder inquestionável dentro da sociedade judaica. Mas não nos podemos esquecer que ao longo dos séculos, muitas vezes o povo analfabeto e inculto conseguiu fazer ouvir a sua voz, contra as classes dominantes, quando achava que existia alguma situação errada, e muitas vezes através de revoltas e tumultos conseguiam fazer valer a sua vontade.
Os Sumos Sacerdotes
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| Caifás e toda a coorte foram a primeira autoridade a condenar Jesus à morte. |
Caifás e seu sogro Anás, juntamente com todo a coorte foram os primeiros a condenar Jesus. Nos Evangelhos se pode ler todo o diálogo entre Jesus e os Sumos Sacerdotes, e todas as tentativas desesperantes que estes encontraram para incriminar Cristo. Ao contrário da multidão, os Sumos Sacerdotes eram muito cultos e bem conhecedores da lei e dos preceitos judaicos. Foram os principais impulsionadores da condenação de Jesus, porque viram n'Ele uma ameaça ao seu poder, depois de verem os efeitos que Jesus tinha junto das multidões. Conseguiram convencer não só a multidão como persuadir Pilatos, ao colocarem-no entre a espada e a parede. Apesar de não se saber o que aconteceu aos sumos sacerdotes depois da morte de Jesus, a Igreja e a tradição sempre os colocou entre os culpados da condenação de Cristo, nunca havendo alguma voz discordante.
Judas Iscariotes
![]() |
| Este beijo de Judas a Jesus tornou-se o gesto de traição mais conhecido na História |
Nunca houve uma voz dissonante ao longo dos séculos que atenuasse todo o ódio dirigido a este discípulo de Cristo, até recentemente. Numa mensagem que eu publiquei há alguns meses atrás, dei conta da descoberta de um pergaminho que mais tarde foi cientificamente comprovado como sendo original e antiquíssimo, intitulado "O Evangelho de Judas". Nele, a pessoa de Judas é apresentada numa perspectiva completamente diferente da ideia que dele foi sendo construída ao longo dos séculos. Claro que a ideia de Judas a entregar Cristo se mantém, só que neste "Evangelho" este gesto não é visto como traição mas antes como a prova do lugar privilegiado que Judas detinha. Judas é visto como o discípulo mais amado por Cristo e o único que percebia de facto qual a missão de Jesus, e por isso o único em quem Cristo de facto confiava. Por isso, em vez de ser a criatura mais desprezível nesta História, segundo este texto Judas seria um Santo e um dos mais importantes aos olhos de Cristo.
Apesar dos fortes argumentos a favor da veracidade deste "Evangelho", a verdade é que a imagem negativa sobre Judas vai-se manter quase inalterável.
Pôncio Pilatos
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| Apesar da ordem definitiva da condenação à morte de Jesus, a culpabilidade de Jesus tem sido desviada para outras personagens |
Pilatos não era Judeu e apenas se mudou para a Palestina quando foi nomeado Prefeito. E apesar de ser quem decretou a condenação de Cristo à morte na Cruz, a verdade é que os próprios Evangelhos canónicos apresentam vários sinais da inocência de Pilatos em todo este processo. Primeiro, pelo seu choque face à maneira como os sumos sacerdotes e toda a multidão procuravam desesperadamente razões para condenar Cristo e como tratavam um Homem que não tinha constituído até então qualquer perigo para o poder de Roma naquela região. Depois a ordem de mandar açoitar Cristo foi vista como uma forma de procurar contentar a população sem implicar a morte deste Homem, que muitos defendem que aos olhos de Pilatos, era um inocente e até um Santo. Os Evangelhos são bem claros ao referir que Pilatos procurou várias vezes, razões para libertar Jesus.
Por fim, o gesto que aparece no Evangelho segundo S. Mateus do lavar das mãos como sinal de que Pilatos não queria qualquer responsabilidade sobre o que se iria passar com Cristo, apesar de pretender mostrar que Pilatos não concordava com o que se iria passar, não esconde que foi Pilatos que deu ordem para Jesus ser morto.
No entanto, pouca culpabilidade foi atribuída a Pilatos e nas Igrejas Orientais ele é aclamado como Santo, tendo a tradição referido que Cristo apareceu mesmo a Pilatos depois de ter ressuscitado.
As Sagradas Escrituras dizem-nos que estava predestinado desde o princípio que Jesus iria padecer desta forma. E de facto para tal acontecer, alguém teria que contribuir para tal. Era inevitável, e se ninguém tivesse assumido da responsabilidade da morte de Cristo, Este não teria depois ressuscitado. No entanto, tal protagonismo trouxe um ódio que perpetua ao longo dos séculos e que não pode ser dissociado das celebrações deste dia.
BOA PÁSCOA PARA TODOS!!!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Desafios para o cristianismo
No mês em que celebramos a Páscoa, a maior festa do calendário cristão, achei por bem dedicar este post a analisar quais penso que sejam os maiores desafios no presente para a Cristandade. Obviamente que, estando o cristianismo dividido em três principais religiões, catolicismo, ortodoxismo e protestantismo, existem algumas diferenças entre elas. No entanto, vou-me centrar naquilo que as une: a pessoa de Jesus Cristo e aos desafios que de uma maneira geral se colocam à religião cristã no geral.
Evangelização e Re-evangelização
Um dos princípios básicos assumidos pelo cristianismo é a Missão: levar a palavra de Cristo a quem não a conhece e tentar converter (durante muitos séculos à força) quem ainda não tinha aderido ao cristianismo.
Nos séculos passados foi missão do cristianismo evangelizar e levar o Evangelho às terras descobertas desde o século XV: África, América, Oceania e algumas zonas da Ásia. Essa tarefa não está obviamente terminada. Existem ainda muitas regiões que não ouviram falar da palavra de Cristo. Ao anúncio do Evangelho se associa a ajuda ao desenvolvimento das comunidades locais e no apoio em defesa dos direitos humanos. De facto, os países do 3º mundo são o território perfeito para a tradicional Missão associada ao cristianismo nos últimos anos. Mas entretanto, desde a segunda metade do século XIX, como efeito da Revolução Industrial, mas com mais intensidade a partir da segunda Guerra Mundial, a Europa considerada o berço e centro do cristianismo começou a viver um forte período de descristianização pautado pelo crescente ateísmo e pela fé depositada na ciência e na tecnologia, e no próprio Homem.
Apesar do liberalismo religioso que vigora actualmente na Europa, a religião foi colocada em segundo plano, com o argumento da criação de um Estado Laico e baseado no Direito e na Democracia, e na igualdade de todos os cidadãos independentemente de qualquer diferença, incluindo a religião. Apesar de em alguns países o número de cidadãos que se dizem crentes e baptizados ser ainda relativamente elevado, sobretudo nos países do Sul da Europa, a verdade é que, quando se analisa a percentagem de cidadãos que têm uma prática dominical regular, a percentagem desce drasticamente.
Posto isto, concluímos que actualmente as Igrejas cristãs enfrentam duas importantes frentes de actuação potencialmente contraditórias. Por um lado, existe ainda um vasto caminho de Evangelização e Missão nos países de terceiro Mundo, e por outro uma Europa já evangelizada, mas que está a perder a sua identidade cristã e cada vez se identifica menos com os princípios cristãos. A religião é cada vez mais remetida para a vida privada e como algo completamente à parte da vida em sociedade.
Novos comportamentos e modos de vida
Se olharmos para o que tradicionalmente a Igreja apelida de bons costumes e analisarmos os costumes e hábitos das sociedades actuais, sobretudo nos países Ocidentais, vemos que as coincidências são quase inexistentes. Muitos foram os hábitos e comportamentos adoptados pela sociedade moderna que foram contrariando aquilo que era defendido pelo cristianismo. Desde o divórcio e co-habitação, ao aborto, à generalização do uso de métodos contraceptivos até mais recentemente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, tudo são hábitos que se foram ou estão a enraizar-se na sociedade humana, sobretudo na Ocidental, e que mostram a perda de influência do cristianismo na opinião pública e na esfera privada das pessoas.
Este de facto constitui um outro grande desafio para o cristianismo, pois a sociedade actual tem-se vindo a afastar dos preceitos cristãos. E a tendência será para tal se vir a acentuar. Os bons costumes foram substituídos pelos valores e hábitos concordantes com a forma como a sociedade actual funciona e como o Homem se projecta no mundo.
Escândalos e polémicas
Um dos temas quentes para o catolicismo e que foi bastante abordado pelos meios de comunicação social, foram os escândalos de pedofilia que, ocorreram um pouco por todo o mundo católico e que descredibilizaram a instituição Igreja.
Outro dos escândalos, que é bem transversal às principais Igrejas cristãs são os escândalos de corrupção financeira e branqueamento de capitais. Desde a Igreja católica até às pequenas Igrejas cristãs, todas têm sido ocasionalmente alvo de inspecções e auditorias, muitas delas com resultados que mancham a reputação destas Igrejas.
A par destes escândalos, está outro problema que afecta a essência do cristianismo. É verdade que a Bíblia não foi escrita de acordo com os rigores científicos actuais, para além do facto de ter sido escrita em línguas já não faladas, traduzidas posteriormente numa época que ainda não primava pelo rigor nessa área (as diferentes interpretações dadas aos livros sagrados foram um dos fortes motivos para o aparecimento de várias divisões no seio do cristianismo), acrescentando o facto de que o objectivo da Bíblia não ser o de constituir um livro ou enciclopédia histórica sobre a época em que os eventos lá relatados ocorreram.
Por isso mesmo, surgiram nos últimos anos teorias mais ou menos fundamentadas, mostrando que aquilo que o cristianismo defende como os seus princípios é afinal mentira. Tudo foi posto me causa: que a Virgem Maria afinal teve mais filhos, os irmãos de Jesus, que Jesus desposou Maria Madalena e que dela teve descendência, chegando ao extremo de afirmar que Jesus não ressuscitou, ou que nem sequer era o Messias enviado por Deus. Houve de facto várias histórias desviantes deste género ao longo dos séculos, mas que foram logo abafadas como sendo heresias. Mas o que parece torná-las mais fortes actualmente é não só a apresentação de fontes consideradas provas irrefutáveis dessas informações (como a descoberta de supostos erros de tradução ou o aparecimento de documentos antigos considerados por muitos especialistas como verídicos), como também o facto de o actual grande distanciamento das pessoas face à religião, torna-as por um lado mais receptivas a este tipo de afirmações polémicas, como por outro lado constituem um motivo que justifique o afastamento das pessoas da religião.
O cristianismo encontra também aqui uma forte área a intervir, tanto na criação de maior transparência no funcionamento das instituições de cada uma das Igrejas, bem como na procura de lidar com todas as teorias que se desviam daquilo que a Igreja tem vindo a afirmar desde o princípio.
Ao contrário do que muitos já afirmam, não acredito que o cristianismo desapareça de vez, mas caso os seus responsáveis não façam nada para inverter esta situação, o seu futuro em termos de fiéis está muito ameaçado. Cabe ao Cristianismo saber acompanhar e adaptar-se aos tempos modernos, visto que é uma religião fundada por Deus mas vivida pelos Homens.
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| O poder e a grandiosidade do Cristianismo estão a ser postos em causa pela nossa sociedade actual |
Evangelização e Re-evangelização
Um dos princípios básicos assumidos pelo cristianismo é a Missão: levar a palavra de Cristo a quem não a conhece e tentar converter (durante muitos séculos à força) quem ainda não tinha aderido ao cristianismo.
Nos séculos passados foi missão do cristianismo evangelizar e levar o Evangelho às terras descobertas desde o século XV: África, América, Oceania e algumas zonas da Ásia. Essa tarefa não está obviamente terminada. Existem ainda muitas regiões que não ouviram falar da palavra de Cristo. Ao anúncio do Evangelho se associa a ajuda ao desenvolvimento das comunidades locais e no apoio em defesa dos direitos humanos. De facto, os países do 3º mundo são o território perfeito para a tradicional Missão associada ao cristianismo nos últimos anos. Mas entretanto, desde a segunda metade do século XIX, como efeito da Revolução Industrial, mas com mais intensidade a partir da segunda Guerra Mundial, a Europa considerada o berço e centro do cristianismo começou a viver um forte período de descristianização pautado pelo crescente ateísmo e pela fé depositada na ciência e na tecnologia, e no próprio Homem.
Apesar do liberalismo religioso que vigora actualmente na Europa, a religião foi colocada em segundo plano, com o argumento da criação de um Estado Laico e baseado no Direito e na Democracia, e na igualdade de todos os cidadãos independentemente de qualquer diferença, incluindo a religião. Apesar de em alguns países o número de cidadãos que se dizem crentes e baptizados ser ainda relativamente elevado, sobretudo nos países do Sul da Europa, a verdade é que, quando se analisa a percentagem de cidadãos que têm uma prática dominical regular, a percentagem desce drasticamente.
Posto isto, concluímos que actualmente as Igrejas cristãs enfrentam duas importantes frentes de actuação potencialmente contraditórias. Por um lado, existe ainda um vasto caminho de Evangelização e Missão nos países de terceiro Mundo, e por outro uma Europa já evangelizada, mas que está a perder a sua identidade cristã e cada vez se identifica menos com os princípios cristãos. A religião é cada vez mais remetida para a vida privada e como algo completamente à parte da vida em sociedade.
Novos comportamentos e modos de vida
Se olharmos para o que tradicionalmente a Igreja apelida de bons costumes e analisarmos os costumes e hábitos das sociedades actuais, sobretudo nos países Ocidentais, vemos que as coincidências são quase inexistentes. Muitos foram os hábitos e comportamentos adoptados pela sociedade moderna que foram contrariando aquilo que era defendido pelo cristianismo. Desde o divórcio e co-habitação, ao aborto, à generalização do uso de métodos contraceptivos até mais recentemente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, tudo são hábitos que se foram ou estão a enraizar-se na sociedade humana, sobretudo na Ocidental, e que mostram a perda de influência do cristianismo na opinião pública e na esfera privada das pessoas.
Este de facto constitui um outro grande desafio para o cristianismo, pois a sociedade actual tem-se vindo a afastar dos preceitos cristãos. E a tendência será para tal se vir a acentuar. Os bons costumes foram substituídos pelos valores e hábitos concordantes com a forma como a sociedade actual funciona e como o Homem se projecta no mundo.
Escândalos e polémicas
Um dos temas quentes para o catolicismo e que foi bastante abordado pelos meios de comunicação social, foram os escândalos de pedofilia que, ocorreram um pouco por todo o mundo católico e que descredibilizaram a instituição Igreja.
Outro dos escândalos, que é bem transversal às principais Igrejas cristãs são os escândalos de corrupção financeira e branqueamento de capitais. Desde a Igreja católica até às pequenas Igrejas cristãs, todas têm sido ocasionalmente alvo de inspecções e auditorias, muitas delas com resultados que mancham a reputação destas Igrejas.
A par destes escândalos, está outro problema que afecta a essência do cristianismo. É verdade que a Bíblia não foi escrita de acordo com os rigores científicos actuais, para além do facto de ter sido escrita em línguas já não faladas, traduzidas posteriormente numa época que ainda não primava pelo rigor nessa área (as diferentes interpretações dadas aos livros sagrados foram um dos fortes motivos para o aparecimento de várias divisões no seio do cristianismo), acrescentando o facto de que o objectivo da Bíblia não ser o de constituir um livro ou enciclopédia histórica sobre a época em que os eventos lá relatados ocorreram.
Por isso mesmo, surgiram nos últimos anos teorias mais ou menos fundamentadas, mostrando que aquilo que o cristianismo defende como os seus princípios é afinal mentira. Tudo foi posto me causa: que a Virgem Maria afinal teve mais filhos, os irmãos de Jesus, que Jesus desposou Maria Madalena e que dela teve descendência, chegando ao extremo de afirmar que Jesus não ressuscitou, ou que nem sequer era o Messias enviado por Deus. Houve de facto várias histórias desviantes deste género ao longo dos séculos, mas que foram logo abafadas como sendo heresias. Mas o que parece torná-las mais fortes actualmente é não só a apresentação de fontes consideradas provas irrefutáveis dessas informações (como a descoberta de supostos erros de tradução ou o aparecimento de documentos antigos considerados por muitos especialistas como verídicos), como também o facto de o actual grande distanciamento das pessoas face à religião, torna-as por um lado mais receptivas a este tipo de afirmações polémicas, como por outro lado constituem um motivo que justifique o afastamento das pessoas da religião.
O cristianismo encontra também aqui uma forte área a intervir, tanto na criação de maior transparência no funcionamento das instituições de cada uma das Igrejas, bem como na procura de lidar com todas as teorias que se desviam daquilo que a Igreja tem vindo a afirmar desde o princípio.
Ao contrário do que muitos já afirmam, não acredito que o cristianismo desapareça de vez, mas caso os seus responsáveis não façam nada para inverter esta situação, o seu futuro em termos de fiéis está muito ameaçado. Cabe ao Cristianismo saber acompanhar e adaptar-se aos tempos modernos, visto que é uma religião fundada por Deus mas vivida pelos Homens.
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